terça-feira, 12 de julho de 2011

qu'est-ce que c'est l'amour?

a pergunta salta. por mais que se não queira pensar no assunto, a pergunta salta. o amor é tema tão vasto nesse mundo. pra uns é mais fácil, pra outros é tão difícil. eu sou da turma dos outros. 
qu'est-ce que c'est l'amour perguntado assim em língua francesa fica tão romântico e bonito. ficaria aqui horas dando volta em volta da pronúncia, só pra exercitar o amor francês. mas não vem ao caso, o acaso. o amor é algo que se acontece, dizem as línguas populares. alguns chamam de amor à primeira vista, outros chamam de paixão fulminante. não se iludam, companheiras e companheiros, amor não é paixão, paixão não é romance, apesar de ser bom de doer. abro aqui meus parênteses, que tenho vício em pouca coisa: um cigarrinho, um café e deveras, o que mais me toma e rouba o chão é mesmo a paixão. porque sentir um certo ar de brisa, sentir que não se sente tão sentido seja, sentir que falta é ter, tão fugaz que possa ser, não tem pra ninguém, é só a paixão que pode fazer. mas voltemos ao amor. esse tema tem definição de poetas dos mais diversos escalões, tem destaque na capa do jornal, aparece no horário nobre da tv. qualquer livro meia cura que abrimos logo desponta o tema do amor. que raios será ele tão imponente? é que o amor é elementar, caros meus, minhas caras. o amor nasce mal faz-se o choro do bebê, mãe se derrete toda. o amor cresce nas pernas dos equilibristas, vai torto e quase cai volta e meia. o amor transcende nas cans da idade, os olhos sabidos umedecem ao pôr do sol, quiçás o último a testemunhar. por sua elementar forma de ser, está em todas gentes, tá aqui tá acolá.  e mesmo todos sabendo, vou te contar, como é difícil sabê-lo sendo. por andanças devo dizer que essa dificuldade em encontrar é porque numa ponta e na outra (o amor é uma ponte?) estão dois seres humanos, quais complicados eles sejam. difíceis são esses seres (humanos?) que teimam em encontrar, encontrar, encontrar. buscam, reviram, escarafuncham a encontrar, gente, o que não tem em nenhum lugar. ponto, o amor não é espaço nem tempo, simplesmente é, com toda sua abstração. pobres esses humanos (seres?) que buscam em matérias, carros, bundas, celulares, qu'est-ce que c'est l'amour.

"claro que estamos em guerra, e é guerra de sítio, cada um de nós cerca o outro e é cercado por ele, queremos deitar abaixo os muros do outro e continuar com os nossos, o amor será não haver mais barreiras, o amor é o fim do cerco." maria sara para raimundo silva na página 330 de 'a história do cerco de lisboa' - josé saramago.

Um comentário:

Uma Bela de uma boba disse...

http://www.youtube.com/watch?v=iPSiLpFhFGM

:)