Gestos, carinhos, toques valem mais do que mil palavras. Um sorriso, um olhar dentro dos olhos valem mais do que mil palavras. Um momento, um silêncio que sustenta valem mais do que mil palavras. Um abraço, um aperto, segurar no peito a contentação. Sentir com os dedos o mundo em frente. Olhar com as bocas, cheirar com o olho, beijar e estalar. Melhor do que mil palavras.
As palavras são um não conter-se da alma. Mas vem torto, mal elaborado. Palavras não se aguentam dentro de um instante e rasgam o ato. Rasgam assim como o fio que corta o tempo, a gente mal vê, mas está ali, claro. A palavra, como cascata, jorra para fora sem contenção. É humano parlar. É humano não conter.
Refúgios, resguardos, retoques valem mais do que mil palavras. Um sorriso, um choro caído valem mais do que mil palavras. Um momento, um grito que a tudo cobre valem mais do que mil palavras. Soluços, afagos, lágrimas de sal, sufoco de dentro, clarão de fora. Faltas e vazios são rasgos na alma. São não conter-se não contentes. Jorros e respingos. São sentidos necessários, assim como o toque, o sim e o não. Palavras são vãs. Mas se não tê-las, como sabê-las?
Um comentário:
uau.
adorei.
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