Lá em cima
Meia lua escura
Lá em baixo
Sombras cheias
O que viam eram sombras de matérias vazias. Continuavam vivendo a vida sofrida, na dureza da realidade. Contornos sem nitidez, atos que se perdiam. Vozes que ecoavam, voavam em vão. Paradoxo, aquilo era concreto! A vida escoava nas mãos gastas pelo tempo, pelos pulmões, pela cabeça que rodava, parava, voava, trabalhava. Os pés já não estavam no chão, pairavam num horizonte tão distante. Aquelas vidas sofridas não esperavam mais nada, apenas lembravam um sonho perdido na escuridão. (22/06/05)
Um comentário:
ô camilona,tu abusou aí, meu.
tá bom demais!
o poeta tem que sofrer prá sublimar.
beijo
tenim
Postar um comentário