segunda-feira, 27 de abril de 2009

Melancolia histérica

Chego em casa. Não é tarde nem cedo. Não tenho fome nem estou saciada. Não durmo nem acordo. Penso em você insistentemente. E não é agora, mas todo o tempo do dia. É saudade, lembrança, fantasia, é ilusão.
É como se o simples fato de pensar em você bastasse, como se o gostar fosse tanto que é só ele, mas bate e maltrata o coração. E já não entendo a lógica desse movimento. Tudo o que quero é esquecer, porque todo o viver dói. Mas cada tentativa de deixar pra trás é atropelada pela realidade do tormento de sentimentos.
Queria uma cerveja que me dopasse, uma pílula que me adormecesse, antes que essa dureza de realidade me fizesse ver que o melhor é que aquela faca, aquela ali bem em frente, me entrasse e perfurasse toda essa daninha que me corrói o coração.
A abundância do pensamento não é a gastança do sentimento.

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